O CERRADO COMO TERRITÓRIO ESTRATÉGICO PARA AS POLÍTICAS PÚBLICAS DE ADAPTAÇÃO CLIMÁTICA
Palabras clave:
Cerrado, adaptação climática, planejamento territorialResumen
As mudanças climáticas intensificaram os desafios enfrentados pelas políticas públicas contemporâneas, especialmente nos territórios caracterizados por elevada vulnerabilidade socioambiental e aceleradas transformações no uso do solo. Nesse contexto, o Cerrado brasileiro destaca-se por sua relevância ecológica, hídrica e climática, desempenhando funções essenciais para a manutenção da biodiversidade, da segurança hídrica e da estabilidade ambiental em escala nacional. Apesar dessa importância estratégica, o bioma permanece submetido a intensos processos de degradação ambiental decorrentes da expansão da fronteira agrícola, da urbanização e da fragmentação dos ecossistemas, circunstâncias que ampliam sua vulnerabilidade frente às mudanças climáticas. O presente artigo tem por objetivo analisar o Cerrado como território estratégico para as políticas públicas de adaptação climática, discutindo os desafios do planejamento territorial, tendo como referência o município de Barreiras, localizado no Oeste da Bahia. Metodologicamente, desenvolveu-se uma pesquisa qualitativa, de natureza exploratória e descritiva, fundamentada em revisão bibliográfica e análise documental de produções científicas, marcos normativos e estudos relacionados às mudanças climáticas, ao planejamento urbano e às políticas públicas socioambientais. Os resultados evidenciam que a adaptação climática exige a superação de abordagens setoriais, demandando maior integração entre planejamento territorial, conservação ambiental e gestão territorial. O estudo conclui que a valorização dos conhecimentos produzidos pelas comunidades tradicionais e a integração entre instrumentos de planejamento urbano e ambiental constituem condições indispensáveis para ampliar a capacidade adaptativa dos territórios do Cerrado, contribuindo para a construção de políticas públicas orientadas pela justiça socioambiental, pela sustentabilidade e pela resiliência climática.
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